REDE DE FORNECEDORES: O QUE AVALIAR NA HORA DE ESCOLHER

  24/02/2015 - Por : -

Como escolher a melhor rede de fornecedores para a empresa?

Quais elementos devem orientar a escolha?

Essas reocupações são recorrentes no dia a dia do empreendedor.

Já virou clichê a máxima “vende bem quem compra bem”.

Ganha cada vez mais importância o esforço para garantir as melhores condições de abastecimento de insumos e matérias-primas, pois dele depende o sucesso do negócio.

Antes de definir o tipo ideal de rede, o empreendedor deve atentar para a sua composição.

Os fornecedores que a integram precisam atender a alguns requisitos básicos.

Tantos cuidados visam a minimizar o risco de problemas na produção.

Elementos como pontualidade na entrega, qualidade do insumo ou matéria-prima, preço, imagem do fornecedor no mercado, valor que ele agrega ao produto e transparência nas informações auxiliam o gestor na hora de montar a sua rede de fornecedores.

Variedade

A rede de fornecedores estabelece o vínculo comercial entre o comprador e as empresas ou indivíduos responsáveis pelo abastecimento de insumos e matérias-primas.

Ela desempenha papel estratégico no gerenciamento de despesas ao reduzir custos com aquisição de itens e incentivar a emissão de pedidos de compras e faturas com o uso de meios eletrônicos.

As empresas aproveitam as rede de fornecedores e vão além das operações “procure to pay”.

Dessa forma, ampliam o alcance das ações no processo de integração B2B (business to business).

Outra vantagem reside na possibilidade de detectar oportunidades no mercado e identificar potenciais fornecedores.

A avaliação da melhor opção de rede de fornecedores deve levar em conta suas funções e tipos específicos. No primeiro aspecto, destacam-se:

  •          Gerenciar informações e descobrir potenciais fornecedores.
  •          Administrar catálogos de insumos e matérias-primas disponíveis.
  •          Vincular os fornecedores por meio de um padrão comum.
  •          Estabelecer a transmissão eletrônica de documentos (faturas, ordens de compras etc).
  •          Integrar-se a uma plataforma de gerenciamento de despesas, e-Procurement ou compras.
  •          Processar pagamentos e recebimentos de faturas por meio eletrônico.
  •          Aprimorar processos como, por exemplo, o fornecimento estratégico ou o gerenciamento de fornecedores.
  •          Compartilhar informações não relacionadas à área operacional, como documentação de seguros, guias fiscais ou certificações diversas.

Já com relação aos tipos, as redes de fornecedores podem ser classificadas de diversas maneiras, que veremos a seguir.

Rede social de negócios

Estruturada a partir de relacionamento para facilitar a troca de informações relativas à conformidade, ao risco e ao desempenho.

Ela busca identificar oportunidades ainda não exploradas de compra e venda. Essa rede não tem foco no processo.

Portal de fornecedores do proprietário 

A partir de tecnologia fornecida por terceiros, o portal é patrocinado pelo comprador. Reúne apenas fornecedores, parceiros e vendedores selecionados.

Há a limitação de só aceitar o ingresso de membros com configuração ponto-a-ponto.

Consórcio com foco vertical

Rede típica de certos segmentos industriais, cujo fornecedor é encorajado a participar.

Tem alto nível de especialização.

Os exemplos mais comuns ocorrem no setor automobilístico, na indústria aeroespacial e no segmento químico.

Rede com foco na categoria

Reúne os fornecedores dominantes nas principais categorias.

Normalmente está ligada a produtos de base; manutenção, reparo e revisão industrial; varejo e serviços.

Rede de comércio global

Controlada pelo vendedor, ela trabalha com diversos tipos de documentos e de processamento de pedido-ao-pagamento.

Rede de pedido-ao-pagamento

Também controlada pelo vendedor, essa rede foca apenas na automatização das trocas de pedidos de compras, faturas, pagamentos, descontos e contas a pagar.

Gateway para pagamento

Concentra todos os pagamentos de fornecedores.

O gateway é criado a partir das soluções de pagamento disponíveis.

EDI VAN (Rede de valor agregado)

Funciona como uma espécie de correio regional. Basicamente, interliga os sistemas dos fornecedores aos aplicativos back-office.

Peculiaridades

Por serem plataformas fechados, os chamados portais exclusivos apresentam a limitação de impedir o ingresso de fornecedores avulsos, sem a permissão do comprador.

Isso restringe a possibilidade de descoberta de novos parceiros.

Já as redes com foco no gerenciamento de despesas (foco na categoria, de comércio global, de pedido-ao-pagamento ou voltadas para segmentos verticais) se apresentam mais permeáveis ao surgimento de novos fornecedores.

Elas não necessitam de convites do comprador, permitindo que os fornecedores sejam avaliados diretamente na própria rede.

Além disso, há a oportunidade de identificação de oportunidades de negócio ainda não exploradas.

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